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Amazonas amplia capacidade municipal para diagnóstico de hanseníase, leishmaniose e tuberculose
Última atualização: 4 de Setembro de 2026 - 12:51

Capacitação reúne profissionais de seis municípios para fortalecer a identificação de casos de hanseníase, leishmaniose e tuberculose

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), por meio do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), encerra, nesta sexta-feira (4/09), em Manaus, uma capacitação em diagnóstico laboratorial de hanseníase, leishmaniose e tuberculose. A atividade reúne profissionais de Careiro Castanho, Manacapuru, Rio Preto da Eva, Beruri, Presidente Figueiredo e Manaus, com foco na realização, leitura e interpretação dos exames.

Iniciada na segunda-feira (24/08), a capacitação é a segunda atividade presencial realizada este ano para qualificar profissionais da rede municipal. A formação amplia a capacidade técnica nos próprios territórios e fortalece a integração entre os serviços laboratoriais e a Vigilância Epidemiológica.

Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a qualificação das equipes municipais contribui para aproximar o diagnóstico das ações de vigilância. “Fortalecer a capacidade dos municípios é também fortalecer a resposta da Vigilância em Saúde. Quando o profissional está preparado para identificar e interpretar corretamente um exame, o município amplia sua capacidade de reconhecer os casos e agir de forma mais oportuna”, afirma.

Segundo o enfermeiro técnico do agravo de Leishmanioses da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) da FVS-RCP, Diego da Silva Queiroz, a capacitação contribui para melhorar o diagnóstico da leishmaniose tegumentar. “A leitura e a identificação correta das lâminas contribuem para que o paciente tenha acesso ao diagnóstico e possa iniciar o tratamento em tempo oportuno. Com uma rede laboratorial municipal mais fortalecida, a Vigilância Epidemiológica passa a contar com profissionais mais preparados dentro do próprio território”, explica.

Para a gerente de Endemias do Lacen-AM, Lisele Brasileiro, a qualificação também contribui para melhorar a qualidade do processo laboratorial. “Com profissionais mais qualificados, melhoramos a qualidade das amostras, reduzimos inconsistências e damos mais agilidade à liberação dos resultados”, afirma.

A formação integra as estratégias de descentralização e qualificação da vigilância laboratorial no Amazonas. A ampliação da capacidade técnica nos municípios fortalece a identificação dos casos, a qualidade das informações produzidas pela rede e a articulação entre os serviços municipais, a Vigilância Epidemiológica estadual e o Lacen-AM.

TEXTO: Maíra Pessoa/ FVS-RCP 

FOTO: Diego Queiroz/ FVS-RCP


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