Amazonas registra aumento de 33% nos casos de leishmaniose
Última atualização: 24 de Agosto de 2026 - 10:26
FVS-RCP acompanha o cenário da doença e orienta sobre medidas de prevenção e diagnóstico precoce.
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), informa nesta segunda-feira (24/08), o cenário epidemiológico da leishmaniose no estado e intensifica as ações de vigilância, prevenção e controle da doença. Entre janeiro e julho de 2026, foram notificados 468 casos no Amazonas. No mesmo período de 2025, foram registrados 352 casos, o que representa aumento de aproximadamente 33%.
Por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE), a FVS-RCP acompanha a distribuição dos casos e atua em parceria com os municípios para fortalecer a identificação, a investigação e o acompanhamento dos registros. Como parte desse trabalho, a Fundação promoveu treinamento on-line sobre vigilância da leishmaniose no Amazonas e participou de capacitações em prevenção e controle da doença, em parceria com o Ministério da Saúde.
As ações também incluem atividades práticas e orientação técnica junto às equipes municipais. Entre os municípios que participaram das atividades estão Juruá, Alvarães, Benjamin Constant, Iranduba, Manaquiri, Anamã, Jutaí e Careiro da Várzea.
De acordo com a presidente-diretora da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o monitoramento contínuo permite direcionar as ações conforme as características do cenário epidemiológico de cada município.
“O aumento dos registros reforça a necessidade de manter a vigilância ativa e qualificar continuamente as equipes que atuam nos municípios. A partir do acompanhamento dos casos, conseguimos identificar mudanças no cenário, orientar a população e fortalecer as medidas de prevenção e controle, especialmente nas áreas com maior exposição ao vetor”, destaca.
Casos da doença
Entre os municípios com registros de casos no período estão Manaus (87), Rio Preto da Eva (45), Presidente Figueiredo (35), Boca do Acre (28), Maués (22), Ipixuna (21), Itacoatiara (19), Boa Vista do Ramos (18), Humaitá (17), Eirunepé (16), Lábrea (14), Apuí (12) e São Gabriel da Cachoeira (11).
A gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis da FVS-RCP, Lilian Furtado, explica que o cenário é acompanhado de forma contínua em articulação com os municípios.
“A vigilância acompanha os registros junto às equipes municipais para identificar mudanças no cenário e orientar as ações de prevenção e controle. É importante destacar que os dados são preliminares e podem sofrer alterações à medida que as informações são atualizadas nos sistemas de notificação”, afirma.
Sintomas
A leishmaniose pode se manifestar pelo aparecimento de uma ou mais feridas na pele, geralmente indolores, com bordas elevadas e dificuldade para cicatrizar. As lesões podem surgir em diferentes partes do corpo e, em alguns casos, atingir as mucosas, como nariz, boca e garganta.
A FVS-RCP orienta que, diante de uma ferida que não cicatriza, a pessoa procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação. O diagnóstico começa pela análise clínica e pode ser confirmado por exames laboratoriais, incluindo a coleta de material diretamente da lesão.
O tratamento da leishmaniose é ofertado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O diagnóstico e o início adequado do tratamento ajudam a evitar a evolução da doença e possíveis complicações.
Prevenção
A transmissão da leishmaniose ocorre pela picada de flebotomíneos infectados, conhecidos popularmente como mosquito-palha. Pessoas que realizam atividades em áreas de mata, como agricultura, pesca e extrativismo, devem reforçar as medidas de proteção.
Entre as recomendações estão o uso de roupas compridas, com mangas longas e calças, e de repelente nas áreas expostas do corpo. Os cuidados devem ser intensificados principalmente no entardecer e durante a noite, períodos de maior atividade do vetor.
A FVS-RCP reforça a orientação para que a população procure atendimento de saúde ao identificar lesões suspeitas, principalmente feridas na pele que apresentam dificuldade para cicatrizar.
TEXTO: Aline Reis / FVS-RCP
FOTO: Arquivo/ FVS-RCP
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