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Calor Extremo 2026: Saúde Estadual alerta para riscos e o impacto na saúde
Última atualização: 14 de Agosto de 2026 - 13:00

Documento orienta municípios a fortalecerem prevenção, monitoramento e resposta diante do aumento das temperaturas e da vulnerabilidade de diferentes grupos da população

A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), por meio da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça, nesta sexta-feira (14/08), a necessidade de ampliar a preparação dos municípios e dos serviços de saúde para os impactos do calor extremo sobre a população amazonense. 

A orientação integra a nota técnica conjunta nº 23/2026, que apresenta recomendações para reduzir os riscos à saúde associados a desastres e emergências em saúde pública relacionadas ao calor extremo. O documento na íntegra está disponível www.fvs.am.gov.br. 

Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o cenário reforça a importância de tratar o calor extremo como uma questão de saúde pública, que exige atuação antecipada e integrada entre vigilância e assistência.

“O calor extremo precisa ser compreendido como um risco de saúde pública que exige preparação, vigilância e resposta integrada. O nosso objetivo é fortalecer a capacidade dos municípios para identificar precocemente os impactos sobre a população e adotar medidas que reduzam danos, especialmente entre aqueles que apresentam maior vulnerabilidade”, destaca Tatyana Amorim.

De acordo com a nota técnica, períodos de calor extremo podem provocar ou agravar diferentes condições de saúde, incluindo desidratação, exaustão térmica, insolação, queimaduras e problemas cardiovasculares, respiratórios e renais. A exposição prolongada ao calor também pode afetar pessoas com doenças crônicas e provocar alterações psiconeurológicas, como dificuldade de concentração, fadiga mental, irritabilidade e distúrbios do sono.

Para o diretor Técnico de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas da FVS-RCP, Augusto Zany, o planejamento antecipado é um dos principais instrumentos para reduzir os impactos do calor extremo sobre a população e evitar sobrecarga dos serviços de saúde.

“A preparação começa antes do agravamento dos efeitos do calor. Monitorar os indicadores de saúde, reconhecer os grupos mais suscetíveis e estabelecer estratégias locais de resposta permite que a rede esteja mais preparada para agir no momento em que a população mais precisa”, ressalta Augusto Zany.

A FVS-RCP orienta em caso de sintomas como tontura, fraqueza, náuseas ou pulsação acelerada, a recomendação é procurar assistência médica imediatamente. Para estabelecimentos de ensino, a nota também recomenda avaliar adaptações conforme o risco local, incluindo mudanças de horários, suspensão de atividades ao ar livre e redução da carga de atividades físicas.

TEXTO e FOTO: Maíra Pessoa/ FVS-RCP 



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