Estiagem 2026: Inteligência epidemiológica orienta resposta no Amazonas
Última atualização: 10 de Agosto de 2026 - 12:44
Atividade aborda integração de dados para monitoramento de riscos e apoio à resposta em saúde durante eventos climáticos
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) promove, nesta segunda-feira (10/8), a web-aula “Inteligência Epidemiológica Aplicada à Estiagem na Amazônia: Monitoramento, Análise de Risco e Apoio à Tomada de Decisão em Saúde”, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), por meio do Telessaúde UEA.
A atividade apresenta como a integração de dados ambientais, territoriais, epidemiológicos e assistenciais contribui para identificar mudanças no cenário de risco e orientar decisões em saúde pública nos 62 municípios do estado.
Coordenada pela Gerência de Insumos Estratégicos (Gies), da Diretoria de Planejamento, Emergências em Saúde Pública e Ações Estratégicas da FVS-RCP, a web-aula é ministrada pela assessora técnica de Análise de Situação de Saúde da Fundação, Leíse Fernandes.
Segundo a especialista, a inteligência epidemiológica reúne e analisa diferentes fontes de informação para ampliar a compreensão dos eventos climáticos, seus impactos no território e os possíveis efeitos sobre a saúde da população.
Dados ajudam a antecipar riscos
Durante a atividade, são apresentados indicadores hidrológicos, como níveis, vazantes e cotas dos rios, além de dados meteorológicos relacionados à precipitação e à temperatura. Também entram na análise informações ambientais, como focos de calor e ocorrência de fumaça.
A avaliação considera ainda os efeitos da redução dos níveis dos rios sobre as comunidades. Entre os principais impactos estão o isolamento de localidades, as dificuldades de navegação e possíveis alterações no abastecimento.
Na saúde, o acompanhamento busca identificar mudanças no perfil de doenças e agravos, incluindo problemas respiratórios e enfermidades relacionadas à água e aos alimentos. Também são observados aspectos assistenciais, como acesso aos serviços, necessidade de remoções, disponibilidade de medicamentos e insumos e logística para atuação das equipes.
Vigilância integrada
A FVS-RCP utiliza o Centro de Operações de Vigilância em Saúde (COVS) para coordenar ações diante de emergências em saúde pública. Entre as ferramentas de acompanhamento está o Painel do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), atualizado semanalmente para apoiar a leitura dos cenários de saúde nos territórios indígenas.
Outro recurso é o hipoclorito de sódio, utilizado para apoiar a segurança da água destinada ao consumo humano em situações que possam afetar o abastecimento.
A iniciativa amplia o uso estratégico das informações produzidas pela vigilância em saúde para reconhecer riscos, antecipar cenários e orientar respostas mais rápidas e adequadas durante o período de estiagem no Amazonas
A programação também contou com uma apresentação sobre a distribuição de insumos e medicamentos, conduzida pela Central de Medicamentos do Amazonas (CEMA), da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), responsável pela gestão da assistência farmacêutica no estado. A abordagem destacou a organização logística e o abastecimento da rede de saúde durante períodos de maior vulnerabilidade.
TEXTO: Cristina Silva/ FVS-RCP
FOTO: Divulgação/ FVS-RCP
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