FVS-RCP articula estratégias para avançar na eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV no Amazonas
Última atualização: 12 de Agosto de 2026 - 10:33
Oficina reúne gestores, profissionais de saúde, municípios, Ministério da Saúde, sociedade civil e instituições parceiras para transformar diretrizes nacionais em ações alinhadas à realidade do Estado
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com o Ministério da Saúde, realiza, nos dias 12 e 13 de agosto, a Oficina Estadual de Implementação das Diretrizes de Eliminação da Aids e da Transmissão Vertical do HIV como Problema de Saúde Pública no Brasil até 2030. O encontro reúne gestores, profissionais de saúde, representantes dos municípios, sociedade civil e instituições parceiras para discutir estratégias e definir caminhos para a implementação das metas no Amazonas.
A programação acontece das 8h às 17h, no auditório Senador João Bosco Ramos de Lima, na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), zona centro-sul de Manaus. A proposta é aproximar as diretrizes nacionais da realidade dos territórios, considerando as especificidades da rede de saúde e os diferentes contextos de acesso à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento.
Durante a abertura, o representante do Ministério da Saúde, Arthur Carma, destacou que a eliminação da aids como problema de saúde pública não significa erradicação do HIV, mas a redução de seus impactos a níveis que deixem de representar um problema de saúde pública. Nesse processo, a estratégia 95-95-95 estabelece como referência diagnosticar 95% das pessoas vivendo com HIV, garantir tratamento antirretroviral para 95% das pessoas diagnosticadas e alcançar supressão viral em 95% das pessoas em tratamento.
Diretrizes precisam chegar ao território
Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o principal desafio é transformar as diretrizes em práticas incorporadas ao cotidiano dos serviços. “A gente precisa divulgar. Eu acredito que a grande lição que fica é a gente entender as diretrizes, adaptá-las ao nosso contexto diário e, sobretudo, aplicá-las. E ter disponibilidade para colher, para ouvir e para incorporar, porque isso pode estar na nossa casa, ao nosso lado, no nosso dia a dia, e muitas vezes passa despercebido. E a gente não pode perder a oportunidade”, salienta.
As diretrizes nacionais definem objetivos e metas para que o Brasil avance, até 2030, na eliminação da aids e da transmissão do HIV como problemas de saúde pública. No âmbito estadual, a oficina representa uma etapa de construção das estratégias que deverão orientar a atuação dos municípios e dos serviços de saúde.
Representante da sociedade civil, João Marcos Dutra ressaltou que a construção territorial é essencial para transformar as metas nacionais em ações efetivas. “O objetivo dessas oficinas estaduais que a gente vem fazendo é que cada estado se aproprie de fato dessas diretrizes e dessas metas. No plano nacional, a gente não desceu até o nível de ações, porque sabíamos que elas teriam que ser construídas em cada território, não tem como fazer ação genérica pro Brasil todo. Então as oficinas são o momento em que cada estado ajusta as metas à sua realidade e gera um plano estadual de eliminação do HIV/Aids”, enfatiza.
Prevenção da transmissão vertical
A programação também aborda a eliminação da transmissão vertical do HIV, quando a infecção é transmitida da gestante para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. O Brasil desenvolve, de forma progressiva, um processo de certificação para reconhecer estados e municípios que alcançam os parâmetros estabelecidos para a eliminação da transmissão vertical.
Com a oficina, o Amazonas avança na construção de uma agenda estadual integrada às diretrizes nacionais, aproximando metas, serviços e territórios. A iniciativa busca orientar ações mais articuladas de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento, com foco no cumprimento dos objetivos estabelecidos para 2030.
TEXTO e FOTO; Aline Reis/ FVS-RCP
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