Notícias



Esporotricose 2026: FVS-RCP atualiza cenário da doença no Amazonas
Última atualização: 25 de Agosto de 2026 - 14:46

Dados mostram cenário da doença em humanos e animais e reforçam a importância da prevenção e do cuidado com cães e gatos

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) atualiza, nesta terça-feira (25/08), o Painel de Vigilância da Esporotricose no Amazonas, com informações sobre a ocorrência da doença em humanos e animais. A ferramenta está disponível no site da FVS-RCP.

Esporotricose humana

De 1º de janeiro a 25 de agosto de 2026, o Amazonas registrou 1.841 notificações de esporotricose humana. Desse total, 1.263 casos foram confirmados e 285 permanecem em investigação. Não há registro de óbitos relacionados à doença no período.

Entre os casos confirmados, 1.087 são de residentes em Manaus. Também há registros em Itacoatiara (35), Iranduba (26), Manacapuru (25), Rio Preto da Eva (20), Maués (16), Presidente Figueiredo (15) e Barcelos (8). Os demais casos estão distribuídos entre outros municípios do Amazonas e uma pessoa residente em outra Unidade da Federação.

Esporotricose animal

Entre cães e gatos, foram notificadas 2.446 ocorrências no mesmo período. Desse total, 2.141 foram confirmadas e 1.017 animais estão em tratamento. Também foram registradas 827 eutanásias ou óbitos.

Os gatos representam 98% dos casos, enquanto os cães correspondem a 2%. Entre os animais afetados, 66% são machos.

Como ocorre a transmissão?

A esporotricose é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, encontrados naturalmente no solo, em cascas de árvores e em matéria vegetal em decomposição.

A infecção pode atingir pessoas e animais. Em humanos, o fungo geralmente entra no organismo por meio de ferimentos na pele ou nas mucosas, provocados por espinhos, lascas de madeira ou outros materiais contaminados.

O contato com animais infectados também merece atenção. Gatos, principalmente, podem transmitir o fungo por meio de arranhaduras, mordeduras, lambeduras ou pelo contato com secreções e lesões.

Prevenção começa no cuidado

Manter cães e gatos sob supervisão e evitar que circulem livremente pelas ruas reduz a possibilidade de contato com animais infectados e ambientes contaminados.

Ao identificar feridas que não cicatrizam, lesões na pele ou outros sinais suspeitos em um animal, a orientação é procurar atendimento veterinário e evitar o contato direto com as lesões.

Em pessoas com feridas ou lesões suspeitas após contato com animais ou materiais possivelmente contaminados, a recomendação é buscar atendimento de saúde para avaliação e diagnóstico.

Informação, cuidado e atenção aos sinais ajudam a interromper a cadeia de transmissão da esporotricose.

TEXTO: Cristina Silva/ FVS-RCP

FOTO: Divulgação/ FVS-RCP 



icone de segurança

Aviso de Privacidade e Segurança de Dados

Este portal coleta informações do seu dispositivo e da sua navegação por meio de cookies para permitir funcionalidades como: melhorar o funcionamento técnico das páginas e mensurar a audiência do portal, bem como disponibilizar serviços públicos de qualidade. Para saber mais sobre as informações e cookies que coletamos, acesse a nossa Política de Privacidade.