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FVS-RCP divulga plano estadual de preparação e resposta às arboviroses no Amazonas para o biênio 2026-2027
Última atualização: 2 de Setembro de 2026 - 17:10

Documento orienta atuação nos 62 municípios e estabelece quatro níveis de resposta para dengue, chikungunya e Zika

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulga o Plano Estadual de Preparação e Resposta para o Enfrentamento das Arboviroses no Amazonas, para o biênio 2026–2027. O documento orienta a prevenção, o monitoramento e a resposta à dengue, chikungunya e Zika nos 62 municípios do estado.

Mais do que um documento orientador, o plano organiza previamente como o Estado deve agir diante de diferentes cenários de transmissão. O plano define responsabilidades, critérios para mudança de nível, ações de vigilância, assistência e controle vetorial, além de prever quando intensificar o apoio aos municípios e acionar estruturas de resposta a emergências. 

É por meio dos indicadores definidos no plano que a vigilância consegue identificar se o cenário para dengue, chikungunya e zika está dentro do esperado ou se há aumento de casos além do limite esperado. A análise considera, entre outros fatores, o aumento de casos, a incidência das doenças, a ocorrência de casos graves e óbitos, a positividade laboratorial e os índices de infestação pelo Aedes aegypti. 

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que o plano permite antecipar medidas e organizar a resposta estadual e municipal conforme a evolução do cenário. “O objetivo é preparar o Amazonas antes do aumento de casos e garantir uma resposta integrada e oportuna em apoio aos municípios”, ressalta.

Com base nesses indicadores, o plano estabelece quatro níveis progressivos de atuação: Preparação, Alerta, Alarme e Resposta de Emergência. A mudança de nível orienta quando manter as ações de rotina, quando intensificar o controle e quando mobilizar uma resposta ampliada do Estado. 

Segundo a gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis da FVS-RCP, Lilian Furtado, os níveis permitem direcionar as ações conforme o risco identificado em cada território. “Os indicadores mostram quando é necessário intensificar o controle do vetor e ampliar o apoio técnico aos municípios para evitar a escalada da transmissão”, afirma.

A estratégia reúne diferentes áreas da vigilância em saúde e da assistência. Estão previstas ações de vigilância epidemiológica, entomológica, laboratorial, hospitalar e sanitária, controle vetorial, educação em saúde e atuação do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde do Amazonas (CIEVS), além da organização da Rede de Atenção à Saúde.

Entre as medidas estão o monitoramento de casos e da circulação dos vírus, diagnóstico pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (LACEN-AM), acompanhamento de internações e óbitos e uso de ovitrampas, que são armadilhas que ajudam a identificar e acompanhar a presença do Aedes aegypti por meio da coleta de ovos do mosquito. O plano também prevê levantamentos de infestação, controle químico e mecânico do vetor, manutenção de estoques estratégicos e capacitação de profissionais. 

O plano também define o apoio da FVS-RCP às Secretarias Municipais de Saúde, com assessoria técnica, supervisão das ações de controle vetorial, emissão de alertas e apoio diante de notificações. Nos cenários de maior risco, estão previstos deslocamento de equipes estaduais, intensificação das ações e ativação do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE).

O planejamento considera ainda características específicas do Amazonas, como extensão territorial, deslocamentos predominantemente fluviais, população indígena e efeitos das mudanças climáticas sobre a reprodução do mosquito. 

Prevenção o ano todo

O documento reforça também a participação da população, com eliminação de criadouros e mobilização comunitária como parte permanente da prevenção das arboviroses. 

O diretor de Vigilância Ambiental e Controle de Doenças da FVS-RCP, Elder Figueira, reforça que a prevenção às arboviroses precisa ser contínua. “O controle do Aedes aegypti precisa fazer parte da rotina durante todo o ano, porque reduzir criadouros hoje ajuda a evitar aumento de casos mais adiante”, destaca. 

A prevenção inclui eliminar recipientes que possam acumular água, manter caixas-d’água tampadas, limpar calhas e quintais e evitar qualquer ambiente que favoreça a reprodução do mosquito.

O plano reforça que esse cuidado permanente ajuda a reduzir a infestação e prepara os municípios para os períodos de maior risco de dengue, chikungunya e Zika. A participação da população, somada às ações de vigilância e controle vetorial, é essencial para evitar a formação de criadouros, reduzir a infestação por mosquitos vetores e a transmissão das arboviroses, além de evitar casos graves e mortes por essas doenças.


TEXTO: Girlene Medeiros/FVS-RCP

FOTO: Divulgação/FVS-RCP


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