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Jovens adultos concentram 44% dos casos de tuberculose no Amazonas
Última atualização: 12 de Agosto de 2026 - 11:26

Estado registra 2.396 casos e 135 óbitos em 2026, com dados atualizados até julho.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) atualizou, em julho, o Painel Epidemiológico da Tuberculose no Amazonas. A plataforma reúne dados dos 62 municípios e apoia o acompanhamento da doença e o planejamento das estratégias de vigilância, prevenção, diagnóstico e controle.

Até a atualização, foram registrados 2.396 casos e 135 óbitos em 2026. A faixa etária de 20 a 39 anos reúne o maior número de registros, com 1.052 casos, equivalente a cerca de 44% do total. Na sequência estão pessoas de 40 a 59 anos, com 675 casos; 60 anos ou mais, com 378; e menores de 20 anos, com 291.

Os homens concentram a maior parte das notificações na maioria das faixas etárias. O cenário reforça a necessidade de ampliar a busca por casos, favorecer o diagnóstico oportuno e acompanhar a adesão ao tratamento.

Em 2025, o Amazonas registrou 283 mortes pela doença. Neste ano, até julho, são 135 óbitos. O dado é preliminar e pode sofrer alterações com a consolidação dos registros no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e em outras bases da vigilância.

Dados orientam estratégias

O painel apresenta ainda a incidência por município, distribuição dos casos por sexo e idade, coinfecção tuberculose/HIV e registros entre grupos em situação de maior vulnerabilidade. Entre eles estão pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua, migrantes e profissionais de saúde.

A leitura desses indicadores permite identificar cenários de maior ocorrência e orientar o planejamento das medidas de prevenção, diagnóstico e acompanhamento no estado.

Diagnóstico precoce

A tuberculose é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. A forma pulmonar é a mais frequente. A transmissão ocorre pelo ar, principalmente pela tosse, fala ou espirro de pessoas com a doença ativa sem tratamento.

Tosse por três semanas ou mais, febre no fim da tarde, suor noturno, perda de peso, cansaço e fraqueza estão entre os principais sinais.

O diagnóstico e o tratamento são oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Pessoas com sintomas devem procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação e realização dos exames indicados.

O diagnóstico oportuno e o tratamento adequado interrompem a transmissão, ampliam as chances de cura e reduzem o risco de agravamento e morte.

TEXTO: Cristina Silva/ FVS-RCP

FOTO: Arquivo/ FVS-RCP 



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