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Julho Amarelo: Amazonas reduz em 50,5% os casos de hepatites virais no primeiro semestre de 2026
Última atualização: 24 de Julho de 2026 - 14:20

FVS-RCP reforça prevenção, diagnóstico precoce e vacinação durante a campanha Julho Amarelo

O Amazonas registrou uma redução de 50,5% nos casos confirmados de hepatites virais no primeiro semestre de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam que o número de casos confirmados passou de 531, entre janeiro e junho de 2025, para 263 no mesmo período de 2026.

Durante a campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização, prevenção e controle das hepatites virais, a FVS-RCP intensifica as ações de orientação à população e reforça a importância da vacinação, da testagem e do diagnóstico precoce para reduzir a transmissão da doença e evitar complicações.

A diminuição dos casos acompanha o fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica, a ampliação da oferta de testes rápidos na rede pública de saúde, o avanço da cobertura vacinal e as estratégias permanentes de educação em saúde desenvolvidas no estado.

Doença silenciosa

As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem ser causadas pelos vírus A, B, C, D e E. Em muitos casos, a doença não apresenta sintomas nas fases iniciais, dificultando o diagnóstico e favorecendo a evolução para formas graves, como cirrose e câncer de fígado.

Por esse motivo, a identificação precoce da infecção é uma das principais estratégias para interromper a cadeia de transmissão, iniciar o tratamento no momento adequado e reduzir o risco de complicações.

Formas de transmissão

As formas de transmissão variam conforme o tipo de hepatite viral. As hepatites B e C podem ser transmitidas por contato com sangue contaminado, compartilhamento de objetos perfurocortantes, relações sexuais desprotegidas e da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, em situações específicas.

Já a hepatite A está associada principalmente ao consumo de água e alimentos contaminados e às condições inadequadas de higiene e saneamento.

Conhecer essas formas de transmissão é essencial para adoção de medidas preventivas e redução do risco de infecção.

Como se prevenir 

Entre as principais medidas de prevenção estão a vacinação contra as hepatites A e B, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para os públicos indicados, o uso de preservativos em todas as relações sexuais, a não utilização compartilhada de agulhas, seringas, lâminas, alicates de unha e outros objetos que possam ter contato com sangue, além da adoção de práticas de biossegurança em serviços de saúde e estabelecimentos que realizam procedimentos invasivos.

A realização periódica de testes também é recomendada, especialmente para pessoas com maior exposição aos fatores de risco.

Testes na rede pública

Os testes rápidos para hepatites virais são ofertados gratuitamente na rede pública de saúde em todo o território e permitem o diagnóstico em poucos minutos. Quando a infecção é confirmada, o paciente é encaminhado para acompanhamento e tratamento, conforme o tipo de hepatite diagnosticada.

A FVS-RCP destaca que o acesso à vacinação, à testagem e ao tratamento oportuno é fundamental para reduzir a transmissão das hepatites virais, ampliar o diagnóstico precoce e contribuir para a eliminação dessas doenças como problema de saúde pública.


TEXTO: Cristina Silva/ FVS-RCP

FOTO: Maíra Pessoa/ FVS- RCP


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