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Malária: Amazonas registra 1.540 casos em julho durante período de maior transmissão
Última atualização: 30 de Julho de 2026 - 15:46

Número representa redução de 25,02% em relação a julho de 2025, mas FVS-RCP reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) alerta nesta quinta-feira (30/07), para o período sazonal da malária no estado, quando as condições ambientais favorecem a proliferação do mosquito Anopheles darlingi, principal transmissor da doença, aumentando o risco de infecção, sobretudo nos municípios do interior.

No Amazonas, esse período está diretamente relacionado à vazante dos rios, que cria ambientes propícios para a formação de criadouros do vetor em diferentes regiões, favorecendo a transmissão.

Em 2026, o estado registrou 24.437 novos casos de malária, uma redução de 25% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 32.590 casos. Somente em julho deste ano foram registrados 1.540 casos, número 25,02% menor que o observado no mesmo mês do ano passado. Apesar da redução, a malária permanece como um dos principais desafios para a saúde pública no Amazonas.

Dados do Painel Epidemiológico da Malária da FVS-RCP mostram que o Plasmodium vivax (P. vivax) continua sendo a espécie predominante, responsável por 92,89% das infecções confirmadas em 2026. Já o Plasmodium falciparum (P. falciparum) representa 7,11% dos casos. Embora menos frequente, essa espécie está mais associada a formas graves da doença, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do início imediato do tratamento.

Entre os avanços no enfrentamento da malária está a incorporação da tafenoquina ao tratamento dos casos causados por P. vivax. Administrado em dose única, em associação ao esquema terapêutico preconizado pelo Ministério da Saúde, o medicamento atua na eliminação das formas dormentes do parasita no fígado, reduzindo o risco de recaídas e contribuindo para o controle da doença.

A identificação da espécie do parasita também orienta as ações de vigilância, assistência e controle vetorial, permitindo estratégias mais adequadas ao perfil epidemiológico de cada município.

Cenário atual

A transmissão da malária permanece concentrada nos municípios do interior do Amazonas, onde as características ambientais, com extensas áreas de floresta, rios e igarapés, favorecem a presença do mosquito transmissor.

Nesse contexto, a FVS-RCP mantém o monitoramento contínuo da doença, fortalece a rede de diagnóstico laboratorial, acompanha as investigações epidemiológicas, supervisiona as ações desenvolvidas pelos municípios e oferece apoio técnico às secretarias municipais de saúde.

Em âmbito nacional, o Painel de Monitoramento da Malária do Ministério da Saúde registra, até o momento, 165.732 casos autóctones na Região Amazônica em 2026, evidenciando que praticamente toda a transmissão da doença no Brasil está concentrada nessa região. Desse total, 2.144 casos ocorreram em gestantes, grupo considerado prioritário devido ao maior risco de complicações para a mãe e o bebê.

A FVS-RCP orienta que pessoas com febre, calafrios, dor de cabeça, fraqueza, náuseas ou vômitos, especialmente após permanência em áreas de transmissão, procurem imediatamente uma unidade de saúde para realização do exame. O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno reduzem o risco de agravamento da doença e contribuem para interromper a cadeia de transmissão.

Prevenção

A adoção de medidas preventivas continua sendo uma das formas mais eficazes de reduzir a transmissão da malária. A FVS-RCP orienta a população a:

- Utilizar repelente conforme as orientações do fabricante; 

- Dormir sob mosquiteiros, principalmente em áreas rurais e ribeirinhas; 

- Instalar telas de proteção em portas e janelas, sempre que possível; 

- Usar roupas de mangas compridas e calças, especialmente ao amanhecer e ao entardecer, horários de maior atividade do mosquito. 

A Fundação reforça que o enfrentamento da malária depende da atuação integrada entre vigilância em saúde, diagnóstico oportuno, tratamento adequado e controle vetorial, aliada à participação da população na adoção das medidas de prevenção, especialmente durante o período sazonal, quando o risco de transmissão é mais elevado.

TEXTO: Cristina Souza / FVS-RCP

FOTO: Divulgação/ FVS-RCP


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