Mulheres em tratamento de lesões pré-malignas do colo do útero podem se vacinar contra o HPV
Última atualização: 17 de Abril de 2026 - 13:49
O vírus é o responsável por causar os cânceres de vagina, pênis, garganta e ânus
As mulheres em tratamento contra as lesões pré-malignas do colo do útero no Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu), anexo à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), agora têm disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o Papilomavírus humano (HPV). O vírus é o responsável por causar os cânceres de vagina, pênis, garganta e ânus.
A decisão foi publicada pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas - Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), no dia 30 março, por meio de nota técnica. O documento reforçou a importância da manutenção da estratégia de vacinação contra o HPV, com o objetivo de diminuir a possibilidade de retorno das lesões pré-malignas do colo do útero.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destacou que a instituição está disponibilizando a vacina para todas as secretarias municipais de saúde, fortalecendo a prevenção da doença em todo o estado e ampliando o acesso à imunização. “Estamos ampliando o acesso à vacina em todos os municípios, com foco em aumentar a cobertura vacinal entre meninas e meninos de 9 a 14 anos. Essa estratégia é fundamental para proteger nossas crianças e adolescentes e reduzir, no futuro, o risco de doenças evitáveis”, afirmou.
Conforme a chefe de departamento do Cepcolu, médica Mônica Bandeira, a vacina contra o HPV é recomendada, também, para mulheres em tratamento , as quais irão realizar e para as que já realizaram, há um ano, a conização – pequena cirurgia que retira as lesões pré-malignas do colo do útero.
Esquema vacinal
“A vacina é disponibilizada, gratuitamente, nas unidades básicas de saúde (UBSs). As mulheres precisarão tomar as três doses que são preconizadas. A vacina não vai tratar as lesões pré-malignas do colo do útero, mas visa aumentar a imunidade das mulheres e evitar que o vírus retorne”, explicou a médica especialista.
Encaminhamento médico
Segundo Mônica Bandeira, as mulheres precisam pegar o encaminhamento médico com o registro da doença para apresentar na UBSs, o qual é obrigatório para a vacinação. Ela alertou que mesmo depois de se vacinar, as mulheres precisam realizar o seguimento com preventivo e colposcopia, a cada seis meses, durante dois anos, seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde (MS).
FOTO e TEXTO: FCecon/ Divulgação
LEGENDA: A vacina não vai tratar as lesões pré-malignas do colo do útero, mas visa aumentar a imunidade das mulheres e evitar que o vírus retorne
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