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Precisão no diagnóstico: FVS-RCP capacita profissionais para enfrentar a leishmaniose
Última atualização: 23 de Março de 2026 - 14:44

Treinamento fortalece a vigilância e amplia o acesso ao diagnóstico em municípios prioritários do Amazonas

Para ampliar o acesso ao diagnóstico da leishmaniose, especialmente em municípios com maior dificuldade, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) inicia, nesta segunda-feira (23/03), treinamento em diagnóstico laboratorial da doença, na sede do órgão, na zona oeste de Manaus.

Com programação presencial até sexta-feira (27/03), a capacitação reúne atividades teóricas e práticas, com a participação de profissionais de Juruá, Alvarães, Benjamin Constant, Iranduba, Manaquiri, Anamã, Jutaí e Careiro da Várzea.

A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca o direcionamento estratégico da ação. “O Amazonas apresenta desafios geográficos e operacionais que impactam a identificação precoce da doença e o acesso aos serviços laboratoriais. Por isso, investir na qualificação é fundamental para ampliar a resposta nos territórios”, afirmou.

Segundo o diretor de Vigilância Epidemiológica, Alexsandro Melo, o treinamento abrange todas as etapas do diagnóstico. “Os participantes são capacitados em biossegurança, coleta e preparo de amostras, coloração de lâminas, manuseio de microscópios e leitura diagnóstica, fortalecendo a atuação técnica nos municípios”, explicou.

Descentralização do serviço

A iniciativa contribui para descentralizar o diagnóstico da leishmaniose, ampliando a capacidade de resposta local, reduzindo o tempo para confirmação dos casos e agilizando o início do tratamento.

Para o enfermeiro do Departamento de Vigilância Epidemiológica (DVE), Diego Queiroz, a capacitação tem impacto direto na assistência. “Com o diagnóstico mais rápido, conseguimos iniciar o tratamento de forma oportuna e adequada no Sistema Único de Saúde”, destacou.

A biomédica do Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), Lisele Martins, reforça o ganho para a rede laboratorial. “Com profissionais mais qualificados, melhoramos a qualidade das amostras, reduzimos inconsistências e damos mais agilidade à liberação dos resultados”, afirmou.

A FVS-RCP destaca que o fortalecimento da vigilância epidemiológica, aliado à qualificação das equipes, amplia a capacidade de enfrentamento da leishmaniose no estado.

 

TEXTO: Maíra Pessoa/ FVS-RCP 

FOTO: Diego Queiroz/FVS-RCP


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