Raiva: contato com animais silvestres exige atenção, alerta FVS-RCP
Última atualização: 27 de Agosto de 2026 - 15:57
Reconhecer situações de risco, adotar os primeiros cuidados e buscar atendimento de saúde são medidas essenciais para evitar a doença
Uma mordida pequena ou um contato breve com um mamífero silvestre também exige atenção. Para orientar a população sobre como agir diante dessas situações, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça nesta quinta-feira (27/08) os cuidados necessários para prevenir a raiva silvestre e buscar atendimento de forma oportuna.
No Amazonas, os morcegos hematófagos, especialmente da espécie Desmodus rotundus, têm relevância para a vigilância da doença. A atenção é ainda mais importante em áreas onde há maior proximidade entre pessoas, animais domésticos e mamíferos silvestres, como comunidades indígenas e ribeirinhas.
Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, o trabalho permanente de vigilância precisa estar aliado à informação e à participação da população nas medidas de prevenção.
“A Fundação mantém a vigilância desses animais e realiza capacitações para que os profissionais estejam preparados para atuar nos territórios. Mas esse cuidado também precisa se consolidar entre a população. A educação em saúde é fundamental para que as pessoas saibam como prevenir a exposição e como agir diante de uma situação de risco, contribuindo para a proteção da saúde de toda a comunidade”, salienta Tatyana.
Segundo o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, a rapidez na identificação de uma possível exposição e na busca por atendimento é primordial diante da gravidade da doença.
“A raiva é uma doença que mata quase 100% das pessoas infectadas por esse vírus. Por isso, quanto mais a população estiver atenta às situações de risco e souber quando procurar atendimento, e quanto mais os profissionais estiverem atualizados para realizar a avaliação e adotar imediatamente as medidas profiláticas, maior será a proteção da população do Amazonas”, explica Elder.
Identificação e atendimento
Em caso de mordida, arranhão ou lambedura provocada por mamífero silvestre, a orientação é lavar imediatamente o local atingido com água e sabão. Mesmo quando a lesão parecer pequena, a pessoa agredida ou espoliada deve procurar uma unidade de saúde para avaliação da exposição e definição das medidas de profilaxia antirrábica adequadas.
Prevenção
A prevenção começa evitando o contato direto com mamíferos silvestres e mantendo a vacinação de cães e gatos atualizada anualmente. Morcegos encontrados caídos, mortos ou em locais de convivência não devem ser tocados ou capturados sem orientação especializada.
Também é importante evitar que animais domésticos tenham contato com mamíferos silvestres e observar animais domésticos e de produção quanto à presença de ferimentos que possam indicar sinais de espoliação por morcegos. Nesses casos, a Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF) deve ser informada imediatamente.
Esses cuidados, aliados à busca por atendimento de saúde após qualquer exposição, protegem a população e ajudam a reduzir o risco de transmissão da raiva humana e animal.
TEXTO: Beatriz Crispim / FVS-RCP
FOTO: Jaqueline Vieira / FVS-RCP
LEGENDA: A FVS-RCP reforça os cuidados necessários para prevenir a raiva silvestre e buscar atendimento de forma oportuna.
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