Simulado fortalece resposta laboratorial em áreas de fronteira da Amazônia
Última atualização: 27 de Maio de 2026 - 15:01
Cenários estratégicos colocam equipes de diferentes estados à prova para aprimorar vigilância, integração e resposta rápida diante de emergências em saúde pública
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) promove, nesta quarta-feira (27/05), em Manaus, o Exercício Simulado para Avaliação das Capacidades da Rede de Laboratórios de Saúde Pública em Regiões de Fronteira. A iniciativa busca fortalecer a vigilância laboratorial e ampliar a atuação integrada diante de emergências em saúde pública.
A atividade é conduzida por especialistas da Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde, reunindo representantes de laboratórios de fronteira de estados como Amazonas, Acre, Amapá, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Na abertura, a oficial nacional da OPAS, Jaqueline Oliveira, destacou a importância estratégica do fortalecimento da vigilância em saúde nas regiões de fronteira do Amazonas. Segundo ela, a preparação das equipes locais e o fortalecimento da rede laboratorial ampliam a capacidade de resposta diante de emergências em saúde pública.
“Essa atividade é estratégica porque trabalha ações de preparação junto às equipes locais, especialmente em regiões de fronteira, onde o papel dos laboratórios é fundamental para a vigilância em saúde”, afirmou Jaqueline.
A coordenadora substituta da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública do Ministério da Saúde, Carla Freitas, ressaltou que os exercícios simulados fortalecem a preparação das equipes para possíveis emergências sanitárias.
“Os simulados ajudam as equipes a se prepararem antes que uma emergência aconteça. É nesse processo que conseguimos identificar fragilidades e pensar em soluções para responder de forma mais eficiente”, afirmou Carla, destacando ainda o papel essencial dos laboratórios na estrutura da vigilância em saúde.
Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a iniciativa amplia a preparação dos serviços de vigilância e fortalece a articulação entre instituições estratégicas do país.
“A preparação é um dos pilares mais importantes para responder de forma eficiente às emergências em saúde pública. Exercícios simulados como este permitem avaliar fluxos, identificar fragilidades e promover maior integração entre laboratórios, vigilância e gestão em saúde, especialmente em regiões de fronteira, que possuem características muito específicas”, ressaltou.
Durante a programação, os participantes discutem estratégias relacionadas à logística, comunicação, vigilância, protocolos laboratoriais, sistemas de informação, coleta e transporte de amostras, além da gestão de emergências.
Para o diretor do Laboratório de Fronteira de Tabatinga (Lafron) da FVS-RCP, Herton Dantas, o exercício fortalece a troca de experiências entre estados que enfrentam desafios semelhantes no monitoramento de eventos de saúde pública.
“Estamos falando de territórios estratégicos para o país, com grande circulação de pessoas e diferentes realidades epidemiológicas. Esse momento fortalece a capacidade técnica das equipes e amplia a articulação entre os serviços laboratoriais da faixa de fronteira”, enfatizou.
Simulação reforça resposta a emergências sanitárias
A programação inclui atividades de simulação em grupo, avaliação técnica e síntese das discussões conduzidas por facilitadores, avaliadores e relatores especializados.
O exercício acontece na sede da FVS-RCP e utiliza cenários semifictícios para avaliar, em ambiente controlado, a capacidade de resposta laboratorial diante de possíveis emergências sanitárias, especialmente em áreas transfronteiriças da Amazônia, onde a intensa mobilidade populacional e os desafios logísticos exigem respostas rápidas, integradas e baseadas em evidências.
Entre os resultados esperados estão o aprimoramento da capacidade de resposta dos laboratórios de saúde pública, o fortalecimento da governança participativa e a construção de estratégias locais para monitoramento de riscos relacionados a emergências sanitárias, mudanças climáticas e eventos extremos que impactam a saúde pública na região amazônica.
TEXTO: Maíra Pessoa / FVS-RCP
FOTO: Aline Reis / FVS-RCP
Aviso de Privacidade e Segurança de Dados
Este portal coleta informações do seu dispositivo e da sua navegação por meio de cookies para permitir funcionalidades como: melhorar o funcionamento técnico das páginas e mensurar a audiência do portal, bem como disponibilizar serviços públicos de qualidade. Para saber mais sobre as informações e cookies que coletamos, acesse a nossa Política de Privacidade.