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Vigilância da Raiva: Amazonas reúne profissionais para ampliar resposta à doença
Última atualização: 13 de Agosto de 2026 - 10:21

Capacitação nacional prepara equipes para atuação em áreas indígenas e ribeirinhas e reforça integração entre vigilância em saúde e animal

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), em parceria com o Ministério da Saúde (MS) iniciou, na quarta-feira (12/08), uma capacitação nacional em captura seletiva, identificação e manejo de morcegos da espécie Desmodus rotundus em áreas indígenas e ribeirinhas. A iniciativa prepara profissionais para a vigilância oportuna da raiva e amplia a capacidade de resposta à doença em territórios da Amazônia Legal.

O treinamento segue até sexta-feira (14/08) e reúne profissionais da vigilância da raiva dos estados da região norte, representantes de 25 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (Dsei), servidores da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) e equipes de municípios amazonenses considerados de importância epidemiológica para a raiva humana.

Para a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, a prevenção da raiva depende também da participação da população, especialmente na manutenção da vacinação de cães e gatos.

“A vacinação é uma medida essencial para a prevenção da raiva. Manter cães e gatos vacinados é uma forma de proteger os animais e também as pessoas que convivem com eles. Esse cuidado é ainda mais importante em locais onde existe maior proximidade entre pessoas, animais domésticos e a fauna silvestre. Por isso, buscamos fortalecer também a assistência e a educação em saúde”, afirma.

O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, salienta que o monitoramento é realizado de forma contínua, principalmente em localidades onde são registradas agressões envolvendo pessoas ou animais.

“No Amazonas, mantemos o monitoramento dos animais envolvidos em agressões e ações de vigilância e controle de morcegos hematófagos, que têm relevância para o acompanhamento da doença”, esclarece.

Segundo a médica-veterinária e consultora técnica do Ministério da Saúde no Programa de Raiva, Silene Manrique, a educação em saúde é fundamental para ampliar o conhecimento sobre a doença, seus riscos e os caminhos para buscar atendimento.

“Na Região Norte, temos um desafio muito grande, com comunidades distantes e pessoas que ainda não conhecem a doença. Nessas áreas, muitas pessoas estão expostas e precisam saber que existe atendimento. Mas o principal é fortalecer a educação em saúde da população e preparar os profissionais para lidar com a doença”, explica.

O diretor técnico da ADAF, Samuel Bernardo, ressalta que a vigilância animal é parte estratégica da prevenção das zoonoses e exige atuação integrada com a saúde pública.

“A vigilância chega às comunidades mais distantes para prevenir essas zoonoses. Por isso, o trabalho integrado com a saúde pública é importante para prevenir doenças tanto nos animais quanto na população”, comenta.

Adriana Araújo, da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, explica que o treinamento representa o primeiro passo para estruturar e implantar um processo de trabalho nos 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas do país.

“Este é o primeiro passo, iniciado no Amazonas, para construir, junto às equipes de saúde indígena, um trabalho que considere as diferentes realidades dos territórios e fortaleça a atuação em todos os níveis”, destaca.

Vigilância integrada

A atuação integrada entre vigilância em saúde, saúde indígena e defesa agropecuária amplia a capacidade de identificar situações de risco e garantir respostas mais rápidas à raiva. No Amazonas, a estratégia considera as particularidades dos territórios indígenas e ribeirinhos, com foco na prevenção, no monitoramento de animais e na educação em saúde.


TEXTO: Beatriz Crispim e Cristina Silva / FVS-RCP

FOTO: Beatriz Crispim / FVS-RCP

LEGENDA: FVS-RCP promove capacitação e amplia o preparo dos profissionais e reforça a orientação da população sobre os cuidados com a Raiva



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