Suspeita meningite viral em presídio de Manaus gera alvoroço entre as presas
Última atualização: 4 de Janeiro de 2016 - 15:26
Uma recém-nascida foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) com suspeita de meningite para o Pronto-Socorro Delphina Rinaldi Abdel Aziz, Zona Norte de Manaus, neste último final de semana. Ontem, o pronto-socorro confirmou o caso e disse ser provável meningite viral como diagnóstico.
O presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, disse que o caso da meningite viral não é transmissível por bactéria, logo não é necessário nenhum tipo de isolamento nem no hospital e muito menos no CDP.
“A meningite viral ela se origina quando há a baixa imunidade e o vírus transmitido por um mosquito como caso até mesmo do dengue (aedes aegypti) pode ser um vetor do vírus para o indivíduo. O caso da meningite viral é mais comum em recém-nascido, mas não há a preocupação como a meningite vira”, explicou Bernardino.
De acordo com equipe médica que atendeu a criança, a mesma deu entrada na última sexta-feira, apresentando quadro de febril há 24 horas, além de recusa alimentar, choro e irritação. Durante o atendimento, a criança entrou em convulsão, foi medicada e agora encontra-se em estado estável e reage bem ao tratamento.
A equipe médica do hospital também ressaltou que a meningite viral é a forma mais branda da doença e não oferece risco de transmissão de pessoa a pessoa. Só há risco de transmissão em casos de meningite bacterianas, causadas por meningococo ou por hemophilus influenzae, o que não é o caso da paciente.
O caso da recém-nascida só veio ao conhecimento público, após a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) ter providenciado um médico da OAB para realizar exames de prevenção nas 4 advogadas que estão detidas na operação “La Muralla”, e estavam provisoriamente acomodadas em uma parte do berçario do CDP por não haver cela apropriada.
Como as advogadas ficaram ao lado da criança que foi transferida para o hospital, o médico da OAB iniciou uma medicação de prevenção contra a doença. O presidente da FVS, Bernardino Albuquerque disse que nesse caso que não havia necessidade de as advogadas tomarem a medicação de prevensão que neste caso pode até deixar o corpo menos imune para outras doenças virais e bacterianas, pois não há um combate.
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