Estiagem exige cuidados ao armazenar água para evitar a formação de criadouros do Aedes aegypti
Última atualização: 30 de Setembro de 2026 - 09:38
Recipientes usados para guardar água para consumo, preparo de alimentos e higiene devem permanecer limpos e bem tampados
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) reforça que o armazenamento de água durante o período de estiagem deve ser realizado de forma segura para evitar que se tornem criadouros do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Com a redução do nível dos rios e possíveis dificuldades no abastecimento, famílias passam a armazenar água para cozinhar, beber, tomar banho e realizar atividades domésticas.
Caixas-d’água, tonéis, baldes e outros recipientes utilizados para esse armazenamento devem permanecer limpos e bem tampados. A orientação é evitar qualquer abertura que permita a entrada do mosquito e verificar regularmente se há água acumulada em tampas, bordas ou objetos próximos.
De janeiro a agosto de 2026, foram registrados 8.347 casos de dengue no Amazonas. No mesmo período de 2025, foram 14.992 casos, uma redução de 44,3% nas notificações. Mesmo diante dessa redução, a FVS-RCP reforça que os cuidados precisam continuar durante todo o ano.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que o armazenamento de água precisa ser realizado de forma segura. “Durante a estiagem, muitas famílias precisam guardar água para as atividades do dia a dia. O cuidado é garantir que esses recipientes permaneçam devidamente tampados, para que não se transformem em criadouros do mosquito”, orienta.
Além dos recipientes utilizados para armazenamento, a população deve manter a rotina de verificação dos ambientes da casa, especialmente quintais. Vasos de plantas, pneus, garrafas, vasilhas e outros objetos que possam acumular água devem ser mantidos secos, protegidos ou eliminados.
O diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira, alerta que o acúmulo de água pode criar condições para o desenvolvimento do mosquito. “Mesmo chuvas rápidas, como temos visto na estiagem, podem acumular água em depósitos e tornar viáveis ovos do mosquito colocados no primeiro semestre do ano”, ressaltou.
Cuidados no armazenamento
A água destinada ao consumo humano deve ser armazenada em recipientes apropriados, limpos e protegidos. Caixas-d’água e tonéis devem permanecer completamente tampados, enquanto baldes e outros depósitos precisam ser cobertos de forma adequada quando não estiverem em uso.
“A recomendação é eliminar possíveis criadouros e manter esse cuidado durante todo o ano. Assim, podemos chegar ao próximo período sazonal das arboviroses, em novembro, com baixo risco de transmissão de dengue, zika e chikungunya”, reforçou o diretor de Vigilância Ambiental da FVS-RCP, Elder Figueira.
A Fundação realiza a vigilância das arboviroses no Amazonas. As amostras de pacientes com suspeita dessas doenças são encaminhadas ao Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), onde são realizadas análises para identificação dos vírus da dengue, zika e chikungunya, além das febres Mayaro e Oropouche.
TEXTO: Jaqueline Macedo/FVS-RCP
FOTO: Divulgação/FVS-RCP
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