FVS-RCP orienta empregadores e trabalhadores sobre riscos do calor extremo no trabalho
Última atualização: 20 de Outubro de 2026 - 10:11
Nota técnica orienta organização das jornadas e identificação de sinais de adoecimento
A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) divulga, nesta terça-feira (20/10), orientações para empregadores e trabalhadores sobre a redução dos riscos à saúde relacionados à exposição ao calor extremo. As recomendações constam na Nota Técnica nº 035/2026, elaborada pelo Centro de Referência Estadual em Saúde do Trabalhador (Cerest) da Fundação, disponível em: https://bit.ly/4jYuKkA
O documento complementa orientações já emitidas pela Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e pela FVS-RCP e considera o cenário de estiagem, calor intenso e fumaça no estado. A exposição excessiva ao calor pode causar insolação, exaustão térmica, desidratação e queimaduras, além de agravar doenças cardiovasculares, pulmonares e renais preexistentes.
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, destaca que as medidas de prevenção precisam fazer parte da organização do trabalho durante períodos de temperaturas elevadas. “O calor extremo deve ser reconhecido como um risco à saúde do trabalhador. Incorporar esse cuidado ao planejamento das atividades é fundamental para prevenir adoecimentos e tornar os ambientes de trabalho mais seguros”, ressalta.
Entre os grupos mais expostos estão trabalhadores que exercem atividades ao ar livre ou em locais sem ventilação adequada. A nota também chama atenção para trabalhadores informais, que podem permanecer por longos períodos sob o sol e, muitas vezes, sem acesso a água ou locais sombreados, além de trabalhadores idosos, pessoas com doenças crônicas e trabalhadoras gestantes.
Cuidados no ambiente de trabalho
A FVS-RCP orienta os empregadores a acompanhar os alertas oficiais e considerar as condições de calor no planejamento das atividades. Entre as medidas recomendadas estão ajustar as jornadas para os horários de temperaturas mais amenas, reduzir atividades de maior esforço nos períodos de maior carga térmica e, conforme a avaliação de risco, considerar a suspensão de atividades ao ar livre.
A nota também recomenda pausas para recuperação térmica em locais ventilados ou sombreados, oferta permanente de água potável, capacitação dos trabalhadores, sombreamento e ventilação dos ambientes, além da adoção de equipamentos e acessórios de proteção adequados à atividade.
Segundo a coordenadora do Cerest na FVS-RCP, Cinthia Santos, reconhecer precocemente alterações relacionadas ao calor pode evitar o agravamento dos casos. “O trabalhador precisa reconhecer os primeiros sinais de adoecimento relacionado ao calor. Identificar esses sintomas precocemente permite interromper a exposição e adotar medidas antes que o quadro se agrave”, explica.
Aos trabalhadores, inclusive informais, a orientação é manter hidratação regular, acompanhar os alertas meteorológicos e, sempre que possível, evitar atividades externas nos horários de temperaturas mais elevadas, além de utilizar roupas leves e proteção adequada à exposição solar.
Sinais de alerta
Entre os sinais e sintomas que exigem atenção estão mal-estar, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náuseas, câimbras e transpiração intensa. Casos mais graves podem apresentar alteração do nível de consciência, desmaio ou dificuldade para respirar e exigem atendimento imediato.
A nota técnica também orienta que casos de trabalhadores com sinais e sintomas relacionados à exposição ao calor extremo ou à fumaça sejam avaliados pelos serviços de saúde e, quando aplicável, notificados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
TEXTO: Girlene Medeiros/FVS-RCP
FOTO: Jaqueline Macedo/FVS-RCP
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